Hyundai Motorsport: A vitória no Rali da Austrália e o balanço da temporada WRC FIA 2017

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O fim-de-semana do Rali da Austrália permitiu que a Hyundai Motorsport tirasse conclusões bastante positivas acerca da temporada de 2017. Com quatro vitórias, a equipa duplicou o seu recorde, com 91 vitórias em etapas o que representa um notável aumento de 47 vitórias quando comparado com o ano de 2016.

A Hyundai Motorsport alcançou a sua quarta vitória no Campeonato do Mundo de Ralis FIA 2017 num dia marcado por muita chuva e uma Power Stage repleta de emoção, que acabou por tornar o último dia do Rali da Austrália verdadeiramente fascinante. A equipa belga composta por Thierry Neuville e Nicolas Gilsoul enfrentou condições difíceis para conseguir alcançar a vitória, preservando assim o seu segundo lugar no Campeonato de Pilotos.
Hayden Paddon e Seb Marshall desfrutaram do seu melhor dia do fim-de-semana, terminando na terceira posição e registando o seu segundo pódio da temporada.

Notas da dupla: Neuville/Gilsoul (#5 Hyundai i20 Coupé WRC)
Com a sua quarta vitória da temporada, Neuville e Gilsoul, confirmaram o seu estatuto de dupla mais vitoriosa de 2017. Apesar de não terem ganho o título do Rali de Pilotos, os belgas demonstraram ser uma verdadeira ameaça ao longo dos eventos, e terminaram a temporada com estilo.
Neuville comentou: “Esta vitória é especial e dedico-a toda a equipa. Todos trabalharam arduamente durante toda a temporada. Nem sempre foi fácil, mas a equipa nunca desistiu e como tal agradeço a todos o excelente trabalho, não só aos que estão nos ralis mas também a todos aqueles em Alzenau. Perdemos o campeonato, mas terminamos em segundo lugar e isso é uma enorme motivação para a próxima temporada. Esta última manhã foi complicada e não quisemos correr muitos riscos, por isso ter arrecado a quarta vitória da temporada foi fantástico. Foi realmente a melhor forma de terminar a temporada. Por agora, podemos desfrutar deste momento antes de orientarmos a nossa atenção para o próximo ano.”

Notas da dupla: Paddon/Marshall (#4 Hyundai i20 Coupé WRC)
Esta temporada foi difícil para Paddon que obteve o seu melhor resultado no Rali da Polónia (com um 2ª lugar), mas o terceiro lugar obtido no Rali da Austrália certamente dará um consolo ao neozelandês e ao seu navegador Seb Marshall. Uma vitória alcançada na longa etapa SS18 Bucca16 permitiu que a dupla reiterasse o progresso alcançado neste fim-de-semana.
Paddon comentou: “Tem sido uma temporada difícil para mim. Pelo menos fomos capazes de terminar o ano com um resultado positivo. Nunca quisemos alcançar o pódio por causa de um azar de algum piloto e é uma pena o que aconteceu com Jari-Matti, mas este é um bom resultado para nós depois de um ano tão difícil. Existe luz ao fundo do túnel no que respeita à melhor forma de lidarmos com o carro. Encontramos algumas respostas neste fim-de-semana e esse era o objetivo principal. Tivemos alguma sorte com as condições meteorológicas nesta manhã, uma vez que evitamos a pior chuva de Bucca e conseguimos alcançar a vitória nessa etapa. No geral, o carro adaptou-se melhor com algumas das alterações. Temos vindo a reunir informações tendo em vista o futuro e fomos capazes de terminar em terceiro lugar e obter o segundo pódio da temporada.”

Notas da dupla: Mikkelsen/ Jæger (#6 Hyundai i20 Coupé WRC)
Mikkelsen e Jæger têm vindo a demonstrar potencial com a Hyundai Motorsport nos últimos três ralis. Os eventos permitiram que o norueguês se adaptasse ao seu novo ambiente com vista a preparar a campanha da temporada de 2018.
Mikkelsen referiu: “Foi dececionante termos de nos afastar da liderança deste rali na manhã de sábado. Dito isso e olhando para as condições que tivemos de enfrentar nesta manhã, teria sido um desafio defender essa mesma liderança. Tivemos algum azar com a chuva nas primeiras etapas. Mesmo com os limpa para-brisa no máximo, não conseguíamos ver praticamente nada. Mesmo assim conseguimos terminar a Power Stage. Independentemente do resultado deste fim-de-semana apresentamos um bom ritmo. Estes últimos três ralis com a Hyundai Motorsport têm sido uma experiência valiosa. Sei que estou no lugar certo tendo em vista a próxima temporada; o carro e a equipa são fantásticos. Iremos manter os nossos dedos cruzados para um forte campeonato no próximo ano.”

Chegou assim ao final a temporada de 2017 do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) FIA com a gala de entrega de prémios realizada no Museu de Arte Contemporânea de Sydney.
Depois de uma recente vitória impressionante e um duplo pódio no Rali da Austrália, os pilotos da Hyundai Motorsport receberam numerosos prémios nesta gala, incluindo o prémio “Most Stage Wins” arrecadado por Thierry Neuville. O belga foi ainda homenageado com o prémio “Cortina Timing Feat” pela sua performance no Power Stage do Rali da Argentina. Hayden Paddon recebeu o prémio “Social Media” pelo conteúdo online publicado a seu respeito durante a temporada.
O Diretor da Equipa Michel Nandan faz uma análise retrospetiva da temporada de 2017.
Michel, de que forma resume a temporada de 2017 da Hyundai Motorsport?
“Resumidamente posso dizer que, de uma maneira geral, a temporada de 2017 teve boas performances, mas oportunidades perdidas. Iniciámos o ano com novas normas e com um carro novo, o Hyundai i20 Coupé WRC, e por isso foi sempre difícil prever onde é que os pilotos seriam competitivos. Alguns consideraram-nos favoritos, mas sabemos que nem sempre o que preveem corresponde à realidade. O resultado final pode não ter sido aquele que desejávamos, mas saímos desta temporada muito unidos enquanto equipa.”

Começando pelos aspetos positivos, o que retém de 2017?
“Assegurar quatro vitórias, o máximo alcançado pela equipa numa só temporada, e ver o nosso Hyundai i20 Coupé a destacar-se e por vezes até mesmo a dominar. As nossas duplas adaptaram-se rapidamente ao novo carro e Thierry Neuville conseguiu estar muitas vezes nos lugares da frente. Dani e Hayden também tiveram alguns momentos próximos ao nível de performance de Thierry enquanto Andreas conseguiu destacar-se nos três eventos realizados connosco. Independentemente de alguns desafios enfrentados, a equipa demonstrou potencial, adquiriu uma vasta experiência e acima de tudo realizou um ótimo campeonato. Competimos na frente contra uma forte concorrência.”
Quais foram os principais problemas para a equipa?
“No geral, apresentamos alguma inconsistência de um rali para o outro. Fomos competitivos, mas ocorreram alguns erros em diversas áreas, os quais combinados ajudaram na perda do campeonato. As nossas duplas também são as primeiras a admitir que existiram erros ou falta de confiança em certos momentos da temporada. Tudo ajudou, mas não estamos a culpar ninguém. Precisamos de aperfeiçoar alguns aspetos e é nisso mesmo que nos focamos para enfrentar a temporada de 2018.”

O que achou da competição?
“Desde o início do ano que esta foi uma temporada fascinante para o WRC. Isso deve-se à M-Sport, Toyota e Citroën. Foi sem margem para dúvidas uma competição muito renhida e que ninguém previa, depois de tantos anos a ser dominada por um só fabricante. Nunca pensamos que o campeonato estaria entregue à M-Sport. Estas batalhas despertaram o melhor de todos nós e mantiveram-nos na luta até ao final. O jogo está aberto para 2018!”

Olhando para 2018, qual é a estratégia?
“As corridas que vimos no Rali do País de Gales e no Rali da Austrália foram encorajadoras, com muitas das nossas duplas a lutarem pelos lugares da frente. Isto é o que queremos ver em 2018, ou seja, puxar pelos nossos rivais até ao limite até ao final das provas. Precisamos de aperfeiçoar os problemas que foram observados com o carro – insegurança e inconsistência – enquanto continuamos a fazer as muitas coisas que temos vindo a fazer de modo adequado – excelente trabalho de equipa, dedicação e determinação. Esperamos que seja outra temporada fascinante, mas uma que nos dê ainda mais vitórias e uma oportunidade de conquistar o campeonato. Pessoalmente estou ansioso pelo Rali de Monte-Carlo.”
Rumo a 2018!
Embora a temporada de 2017 tenha terminado, as dúvidas já começam a surgir no que respeita ao Campeonato do Mundo de Ralis FIA 2018, o qual terá início com o Rali de Monte-Carlo a decorrer a 25-28 de janeiro. A temporada será oficialmente lançada num evento especial que decorrerá no Autosport International Show em Birmingham, Reino Unido, quinta-feira dia 11 de janeiro.

Hyundai Motorsport – Dados da Temporada de 2017
13 rounds do campeonato
4 vitórias (Rali da Corsega, Rali da Argentina, Rali da Polónia, Rali d Austrália)
1 vitórias de 1º e 2º lugares (Rali da Polónia)
12 pódios individuais
4 pódios duplos (Rali da Corsega, Rali de Portugal, Rali da Polónia, Rali d Austrália)
91 vitórias em etapas
56 pontos na Power Stag

Hyundai Motorsport no Rali do País de Gales com quatro carros

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A Hyundai Motorsport está a competir no Rali do País de Gales com quatro carros, sendo este o penúltimo evento do Campeonato do Mundo de Ralis FIA 2017, e o último na Europa.
Após uma série de eventos dececionantes, a equipa encontra-se totalmente focada em obter um resultado de equipa forte nas estradas galesas com o seu melhor alinhamento da temporada.
De volta após ter estado ausente no último rali, Hayden Paddon assume o #4 Hyundai i20 Coupé WRC, com o seu navegador Seb Marshall. Thierry Neuville terá como objetivo recuperar o segundo lugar no Campeonato dos Construtores ao volante do #5 Hyundai i20 Coupé WRC, enquanto Andreas Mikkelsen no #6 Hyundai i20 Coupé WRC disputa o segundo rali pela Hyundai Motorsport.
Dani Sordo assumiu o controlo do quarto carro, embora o espanhol não seja ilegível para obter pontos no que diz respeito ao Campeonato de Construtores.

Comentários da equipa

Diretor da Equipa, Michel Nandan
“Estamos no País de Gales com o objetivo de alcançar um bom resultado de equipa na penúltima prova da temporada. Entrar no rali com quatro carros dá-nos a oportunidade de competirmos ao nosso melhor nível, mas ao mesmo tempo reconhecemos os desafios que este rali apresenta. Nunca podemos estar certos das condições climatéricas e se chover as etapas podem tornar-se verdadeiramente escorregadias e difíceis de enfrentar. Temos vindo gradualmente a melhorar os nossos resultados no País de Gales. Terminamos no pódio ano passado com Thierry, o que nos dá algum otimismo para este ano. Tendo em conta os resultados do Hayden, Andreas e Dani no País de Gales no passado, espero que possamos desfrutar de um fim-de-semana sem problemas e obter o melhor resultado para a nossa equipa quando comparado com os recentes ralis.”
Hayden Paddon
“O Rali do País de Gales é um rali icónico repleto de desafios. O evento sempre ocorreu no final da temporada, como tal poderemos esperar alguma chuva e potencial nevoeiro. De certa forma, é como estar de volta a casa na Nova Zelândia. Existem algumas etapas fascinantes e é um rali que me agrada. Esperamos alcançar um bom resultado para tirarmos conclusões acerca daquela que foi uma temporada bastante dura.”

Thierry Neuville
“Sofremos um duro golpe em Espanha, mas estamos preparados para voltar à competição no País de Gales. É um evento único, um rali no qual as condições climatéricas podem definir a performance e os níveis de confiança. Se houver chuva, vento ou lama, as etapas podem-se tornar muito escorregadias. É sem margem para dúvidas um evento duro, mas um evento de que eu gosto. Terminei no pódio algumas vezes, e obtive feedback positivo por parte do público com a sua fantástica atmosfera. Conduzir a alta velocidade nas etapas de floresta, por vezes de noite, é simplesmente fantástico. Pretendo dar o meu melhor até ao fim do campeonato.”

Andreas Mikkelsen
“É ótimo já ter participado num rali com a equipa da Hyundai Motorsport e o Hyundai i20 Coupé WRC. Espanha foi uma grande aprendizagem. O Rali do País de Gales sempre foi um evento especial para mim, uma vez que foi onde participei no meu primeiro evento WRC quando tinha 17 anos. Conheço muito bem este rali como tal estou ciente das suas dificuldades. É expectável que chova em algum momento, o que acaba por criar condições escorregadias, mas no fundo é uma experiência gratificante e agradável. Estou ansioso e espero conseguir competir pelos primeiros lugares.”

Dani Sordo
“O Rali do País de Gales é um evento que muitas equipas antecipam e gostam. A combinação das etapas com as condições climatéricas e as altas velocidades tornam este num rali fascinante. É natural que quando a superfície tem lama se torne escorregadia, por isso temos que ter a confiança necessária para enfrentar essas etapas. A zona de floresta e as secções estreitas tornam este rali difícil, mas muito agradável. Estou determinado em terminar o ano com um resultado positivo. Perdemos em Espanha, onde eu sei que poderíamos ter terminado no pódio, como tal isso é algo que eu pretendo retificar no País de Gales.”

Rali do País de Gales em resumo
Com 21 etapas especiais e uma distância de 304,26 quilómetros a percorrer, o Rali do País de Gales oferece um programa difícil com etapas na floresta galesa, em condições lamacentas e imprevisíveis.
O dia de hoje começou com um pequeno teste de 1,49 km no novo Visit Conwy Tir Prince antes das equipas se deslocarem para uma combinação de Myherin, Sweet lamb e Hafren – a etapa individual mais longa do rali com 35,14 km.
Amanhã será o dia mais longo deste fim-de-semana, com as suas etapas noturnas. A etapa de Aberhirnant com 13,91 km começa às 07h55, e o dia termina doze horas depois na etapa de Dyfnant com 17,91 km. A pequena etapa de Cholmondeley de 1,80 km divide o ciclo de quatro etapas, que é repetido numa ordem diferente na segunda passagem.
A manhã de Domingo é composta por cinco etapas sendo que as de Alwen e Brenig serão executadas duas vezes, dando-se por concluído o rali com a etapa de Gwydir. Manhãs e noites escuras caracterizam este rali de fim de outono com o clima galês sempre pronto para desempenhar o seu papel.